e-portefólio - NPP

Junho 30 2010

 

Gostaria de ser um génio da informática, às vezes... este ano teria dado muito jeito.

Mas não sou! Mas amo o que faço, gosto das palavras e deixo-vos com algumas para reflectir ou apenas para sentir. Também eu tentei procurar as melhores palavras, tive sucesso? Não sei, mas assim o espero.

 

 

 

A Palavra Mágica

 

Certa palavra dorme na sombra
de um livro raro.
Como desencantá-la?
É a senha da vida
a senha do mundo.
Vou procurá-la.

Vou procurá-la a vida inteira
no mundo todo.
Se tarda o encontro, se não a encontro,
não desanimo,
procuro sempre.

Procuro sempre, e minha procura
ficará sendo
minha palavra.

Carlos Drummond de Andrade, in 'Discurso da Primavera'

 

 

 

 

As Palavras Condicionam o Pensamento e o Entendimento

 

As nossas palavras giram em torno das nossas ideias porque não somos capazes de exprimir plenamente um pensamento por palavras, caso contrário o entendimento - pelo menos entre pessoas inteligentes - há muito estaria estabelecido. Mas os nossos pensamentos giram também em torno das nossas palavras, e é isso que é mais grave. Se tivéssemos a força, a coragem ou a possibilidade de pensar totalmente fora das palavras, estaríamos mais avançados do que o estamos agora.

Arthur Schnitzler, in 'Relações e Solidão'

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por filomenavaz às 23:03

Junho 30 2010

 

Exercícios de anualização

 

 

1º Ciclo

Resultados esperados

(do 1º momento)

 

Descritores

de desempenho

 

Conteúdos

(progressão/complexificação)

- Flexão verbal

Resultados esperados

 

3ª ano

4º ano

Manipular e comparar dados para descobrir regularidades no funcionamento da língua.

 

-Comparar dados e descobrir regularidades;

 

- Explicitar regras e procedimentos

 

- Explicitar algumas regras de flexão verbal (verbos regulares)

 

- Mobilizar o saber adquirido na compreensão  expressão oral e escrita;

 

 

-  Conjugação (1ª, 2ª, 3ª);

 

- Pessoa (1ª,2ª,3ª)

- Número

- Singular/plural

- Tempos verbais 

- presente, futuro e pretérito perfeito

 

- Tempo verbal: pretérito imperfeito;

 

- modos verbais:  indicativo, imperativo, condicional e infinitivo;

- Verbos irregulares mais frequentes.

 

- Manipular e comparar dados para descobrir regularidades no funcionamento da língua;

 

- Explicitar regras e procedimentos nos diferentes planos do conhecimento explícito da língua;

 

- Mobilizar o conhecimento adquirido para melhorar o desempenho pessoal  no modo oral e no modo escrito

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2º Ciclo

Resultados esperados

(ciclo anterior)

 

Descritores

de desempenho

 

Conteúdos

(progressão/complexificação)

 

Resultados esperados

 

 

5º ano

6º ano

- Manipular e comparar dados para descobrir regularidades no funcionamento da língua;

 

- Explicitar regras e procedimentos nos diferentes planos do conhecimento explícito da língua;

 

- Mobilizar o conhecimento adquirido para melhorar o desempenho pessoal  no modo oral e no modo escrito

 

- Sistematizar paradigmas flexionais regulares dos verbos;

 

- Identificar paradigmas flexionais irregulares em verbos de uso muito frequente;

 

- Estabelecer grupos de verbos de conjugação incompleta;

 

- Verbo regular vogal temática: paradigmas flexionais da 1ª, 2ª e 3ª conjugação;

 

- formas verbais finitas: mais-que -perfeito do indicativo, condicional (tempo e modo); presente, imperfeito e futuro do conjuntivo

 

- Formas verbais não finitas: gerúndio, particípio, infinitivo pessoal;

 

- Verbo irregular;

 

-Verbos defectivos: impessoais, unipessoais; forma supletiva.

 

- Descobrir regularidades na estrutura e no uso da língua, com base em práticas de experimentação;

- Identificar e classificar unidades utilizando a terminologia adequada; explicitar regras e procedimentos do uso da língua nos diferentes planos;

- Mobilizar os conhecimentos adquiridos para aperfeiçoar o desempenho pessoal na produção e recepção de enunciados orais e escritos;

- Relacionar diferentes registos de língua com os contextos em que devem ser usados e distinguir marcas específicas

 

da linguagem oral e escrita

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3º Ciclo

Resultados esperados

(ciclo anterior)

 

Descritores

de desempenho

 

Conteúdos

(progressão/complexificação)

Resultados esperados

 

 

7º ano

8º ano

8º ano

-Descobrir regularidades na estrutura e no uso da língua, com base em práticas de experimentação;

-Identificar e classificar unidades utilizando a terminologia adequada; explicitar regras e procedimentos do uso da língua nos diferentes planos;

- Mobilizar os conhecimentos adquiridos para aperfeiçoar o desempenho pessoal na produção e recepção de enunciados orais e escritos;

-Relacionar diferentes registos de língua com os contextos em que devem ser usados e distinguir marcas específicas da linguagem oral e escrita

 

Sistematizar especificidades da flexão verbal em:

  . Verbos de conjugação incompleta;

   . Contraste das formas do infinitivo pessoal com as do infinitivo impessoal e respectivas realizações linguísticas;

Sistematizar paradigmas flexionais regulares e irregulares dos verbos

- Sistematizar paradigmas flexionais irregulares em verbos de uso frequente e menos frequente;

- Sistematizar propriedades distintivas de classes e subclasses de palavras;

- Caracterizar propriedades de selecção de verbos transitórios;

-  Caracterizar relações entre diferentes categorias, lexicais e gramaticais, para identificar diversos valores semântico na frase;

-  Caracterizar atitudes do locutor face a um enunciado ou aos participantes do discurso.

 

-Verbos defectivos impessoais e unipessoais;

-formas verbais finitas e formas verbais não finitas;

- Verbo regular, verbo irregular

 

- Verbo principal, transitivo directo, indirecto; directo e indirecto; auxiliar temporal, aspectual e modal;

- Transitivos indirectos; transitivos-predicativos

 

- Valor temporal;

- Valor aspectual: evento; situação estatitva;

- Valor modal; modalidade.

 

- Reflectir sobre o funcionamento da língua para, a partir da realização de actividades de carácter oficinal, analisar e questionar os sentidos dos textos;

-Explicitar, usando a terminologia apropriada, aspectos fundamentais da estrutura e do uso do português padrão nos diferentes planos do conhecimento explícito da língua;

- Mobilizar o conhecimento reflexivo e sistematizado para resolver problemas decorrentes da utilização da linguagem oral e escrita e para aperfeiçoar os desempenhos pessoais;

- analisar marcas específicas da linguagem oral e da linguagem escrita, distinguindo diferentes variedades e registos da língua e adequando-os aos contextos de comunicação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Trabalho realizado por:

 

Ana Melo

Filomena Vaz

José Batista

Madalena San-Bento

 

 

publicado por filomenavaz às 18:19

Junho 30 2010

Os trabalhos produzidos para as sessões de replicação - trabalho de grupo docentes Filomena Vaz, Ana Margarida Melo, Madalena San-Bento, encontram-se nesta hiperligação https://cid-efb575fbe4ffa3c7.skydrive.live.com/redir.aspx?resid=EFB575FBE4FFA3C7!204&Bpub=SDX.Docs&Bsrc=GetSharingLink

publicado por filomenavaz às 17:46

Junho 30 2010

ANÁLISE DO PROGRAMA DE PORTUGUÊS PARA O 1º, 2º E 3º CICLOS

  

  

  

  

 

ITEMS DE ANÁLISE

1º CICLO

1.Organização do programa do 1º Ciclo do Ensino Básico.

- Organização do Programa em dois momentos (1º e 2º / 3º e 4º);

-Organização por referência às competências;

-Apresentação em quadro com descritores de desempenho, conteúdos e notas – sugestões de actividades;

-Lateralmente estão as competências/ domínios;

-Corpus textual – heterogeneidade de textos;

 

2. Traços distintivos entre o primeiro e segundo momentos do 1º Ciclo.

- Primeiro momento -Nos primeiros dois anos:

-Desenvolvimento de comportamentos verbais e não verbais, adequados às situações de comunicação com diferentes graus de formalidade;

 - Comunicação oral com carácter adaptativo ao ambiente escolar;

- Função de capacitação dos alunos se exprimirem de modo mais fluente e ajustado às situações;

- Segundo momento – fundamental – a aprendizagem de novas convenções sobre o modo de organização do texto escrito;

- Uso correcto da pontuação, o alargamento do repertório lexical e domínio da sintaxe mais elaborada;

- Promoção do desenvolvimento linguístico, formação como leitores e ampliação do conhecimento experiencial.

 

3. Resultados esperados nas competências específicas de compreensão do oral e de expressão oral.

- Pretende-se que o aluno, na competência da compreensão do oral (1º/2º) 

-Saber escutar;

- Prestar atenção a discursos breves;

-Compreender o essencial de histórias contadas;

Na expressão oral:

-Falar de forma clara…

- Esperar a sua vez…

-Formular pedidos…

No segundo momento (3º e 4º):

- Compreender histórias contadas distinguindo o essencial do acessório;

- Planificar e apresentar exposições breves sobre temas variados;

 

4. Heterogeneidade de textos a privilegiar no 1º Ciclo.

- Heterogeneidade de textos - Devem ler textos literários mas também escritos multimodais, textos em contextos diversificados, em diferentes suportes, diversos autores;

- Qualidade, integridade e representatividade dos textos;

- Progressão – textos adequados aos diferentes níveis de competência e com grau de dificuldade gradativo;

5. Expressões relevantes que dão a dimensão da concepção de exercícios efectivos de escrita para os alunos do 1º Ciclo.

- Através da redacção de textos, de actividades reguladas por modelos, bem como a escrita pessoal e criativa.  Aquisição contextualizada de regras, normas e procedimentos relativos à estrutura, organização e coerência textuais.

6. Etapas da planificação das actividades de escrita.

- Desenvolvimento de três competências: a competência gráfica, a competência ortográfica e a competência compositiva.

- A produção de textos apresenta três componentes:

- planificação (objectivo da comunicação, tipo de texto, geram-se ideias)

- textualização (redacção do texto)

- revisão (melhorar o texto)

7. Papel do professor nas diferentes etapas da escrita processual.

- Ensinar e treinar as diferentes técnicas de planificação, textualização e revisão;

- Disponibilizar materiais de apoio;

- Organizar o espaço de aula de forma a tornar visíveis referências e informações;

- A partir dos textos elaborados pelas crianças, promover a reflexão, visando o aperfeiçoamento;

- Proporcionar ao aluno situações diversificadas que visam a produção de diferentes tipos de texto;

- Valorizar as produções dos alunos divulgando-as.

 

8. Actividades que promovem a transformação do conhecimento implícito em conhecimento explícito da língua.

- A análise e reflexão sobre a língua traduzem-se tanto em actividades nos domínios do modo oral e do modo escrito, como em trabalho de oficina. Desenvolve-se a consciência linguística no sentido de transformar o conhecimento implícito em conhecimento explícito da língua.

 

 

9. Aspecto relevante introduzido pelo actual programa no que concerne a procedimentos e instrumentos de acesso à informação.

Contextos e Recursos

 

 O 1º ciclo privilegia o desenvolvimento integrado de actividades e áreas do saber, procura disponibilizar a apropriação de procedimentos e instrumentos de acesso à informação e comunicação, nomeadamente a utilização das novas tecnologias de informação e comunicação, assim como aprendizagens significativas;

- Contexto favorável ao desenvolvimento de literacias na leitura, na escrita e nas Tecnologias da Informação;

Biblioteca Escolar – inseridas nos centros de recursos e equipadas com as TIC;

-Implementação do uso das TIC- hábitos de pesquisa;

- Desenvolvimento de competências que permitem aceder à informação em diferentes suportes e linguagens.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

ORGANIZAÇÃO PROGRAMÁTICA DO 2º CICLO

GUIÃO DE ANÁLISE

  

  

Organização do programa do segundo ciclo do ensino básico.

 

Tem por referência as competências do Currículo Nacional; apresenta descritores do desempenho, conteúdos e notas.

Privilegia o carácter progressivo da Aprendizagem.

Corpus textual:

Heterogeneidade de textos

Relação da progressão no que respeita aos resultados esperados nas Competências específicas da compreensão oral e da expressão oral, no primeiro e segundo ciclo.

A comunicação oral adquire uma função relevante na organização do trabalho na sala de aula.

Os alunos alargam a sua experiência de socialização e necessitam de melhorar o discurso argumentativo e exemplificativo. Devem ainda distinguir o essencial do acessório.

Critérios para a construção dos corpora textuais no segundo ciclo

Devem estar enquadrados pelo P.C.T. e pelo P.C.E.

A diversidade textual exigida concorre para a inserção do aluno na vida social e real, agudizando a sua consciência cultural

A explicação dos resultados esperados na escrita, no segundo ciclo.

Mune-se do encorajamento à autonomia, como a planificação e a revisão e parte do princípio da progressividade que capacitaria o aluno para investir na escrita recursos de que se apropriou nas actividades de compreensão e de expressão oral e de leitura.

Papel do professor nas diferentes etapas da escrita pessoal

Cabe-lhe criar momentos específicos de trabalho de oficina de escrita e recorrer a meios informáticos e a materiais de apoio diversificados.

Deve ainda gerir a consciencialização do erro e assistir ao aperfeiçoamento do texto através de guiões que o facilitem.

Deve ainda estimular a criação escrita através da aceitação e valorização de relatos de experiências pessoais ou grupais significativas.

Actividades que promovem a transformação do conhecimento explícito da Língua

Definição de critérios de elaboração do texto escrito; reinvestimento destes conhecimentos na melhoria de desempenho em outras competências;

Actividades de contacto com as diferentes variedades do Português, comparando-o com o padrão.

Criação de contextos onde os alunos possam utilizar correctamente os conceitos adquiridos.

Formas de utilização das T.I.C. no apoio ao trabalho nas competências específicas

 

Utilização da internet e de outros programas informáticos para busca e tratamento de informação, para apoio na apresentação estética dos trabalhos e para melhorar a criatividade.

Para revisão da escrita e para troca de informações.

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ORGANIZAÇÃO

PROGRAMÁTICA DO 3º CICLO

GUIÃO DE ANÁLISE

 

1. O programa tem por referência as competências do Currículo Nacional. Está organizado em articulação com os aspectos envolvidos nas transformações ocorridas na adolescência, nas suas várias dimensões.

Organiza-se no sentido de promover uma efectiva inserção no mundo extra-escolar, bem como ampliar as possibilidades de participação no exercício da cidadania.

Apresenta-se dividido em descritores de desempenho, conteúdos e notas, competências específicas, domínios. Dão-se orientações para a construção de um corpus textual.

 

2. Devemos ter em conta um princípio que subjaz estes programas: o princípio da progressão, inerente a cada ciclo e representado nos sucessivos estádios de aprendizagem que a passagem de ciclo para ciclo evidencia.

2º Ciclo

Compreensão oral

- saber escutar para reter informação essencial

- interpretar a informação ouvida

- compreender diferentes argumentos

 

Expressão oral

- relatar ocorrências

- apresentar e defender opiniões

- produzir discursos orais

 

3º Ciclo

Compreensão / Expressão oral

- saber escutar, visando diferentes finalidades

- interpretar criticamente a informação ouvida

- compreender o essencial da mensagem

- tomar a palavra em contextos formais

- interagir com confiança e fluência sobre assuntos do quotidiano

- produzir discursos orais correctos em português padrão

 

 

 

2º Ciclo

Leitura

- ler textos variados em diferentes suportes

- ler para entretenimento

- posicionar-se quanto à pertinência e validade da informação lida

- fazer apreciações pessoais de textos de diferentes tipos

- ler textos literários

 

3º Ciclo

Leitura

- ler de forma fluente

- ler textos de diferentes tipos

- posicionar-se criticamente quanto à validade da informação

- apreciar textos de diferentes tipos

- posicionar-se enquanto leitor de obras literárias

- estabelecer relações entre a experiência pessoal e textos de diferentes épocas e culturas

2º Ciclo

Escrita

- escrever para responder a diferentes propostas de trabalho

- utilizar com autonomia processos de planificação, textualização e revisão

- escrever em termos pessoais e criativos

- produzir textos coerentes e coesos em português padrão

 

3º Ciclo

Escrita

- escrever para responder a necessidades específicas de comunicação

- recorrer autonomamente a técnicas e processos de planificação, textualização e revisão

- escrever com autonomia e fluência diferentes tipos

- produzir textos em termos pessoais e criativos

- produzir textos em português padrão

 

 

2º Ciclo

Conhecimento explícito da língua

- descobrir regularidades na estrutura e no uso da língua

- identificar e classificar unidades utilizando a terminologia adequada

- mobilizar conhecimentos adquiridos

- relacionar diferentes registos de língua com os contextos em que devem ser usados

- respeitar e valorizar as diferentes variedades do português

 

3º Ciclo

Conhecimento explícito da língua

- reflectir sobre o funcionamento da língua

- explicitar aspectos fundamentais da estrutura e do uso do português padrão

- mobilizar o conhecimento reflexivo e sistematizado para resolver problemas

- analisar marcas específicas da linguagem oral e da linguagem escrita

- respeitar e valorizar as diferentes variedades do português

 

3. Textos de diferente natureza (escritos, falados, visuais) e complexidade; textos literários, do quotidiano e dos media.

Corpora textuais tendo em conta vários critérios:

a)     Representatividade e qualidade dos textos;

b)     Integridade das obras;

c)      Diversidade textual;

d)     Progressão.

Incluir no PCT as obras seleccionadas para projectos ou leituras na aula. (de acordo com o ano de escolaridade, estão enunciados os referenciais mínimos)

 

4.

 Apropriação de mecanismos textuais progressivamente mais complexos em que utilizem a linguagem escrita para pensar, para comunicar e para aprender;

Produção de múltiplos textos, ora regulados por modelos ora em termos pessoais e criativos;

 

5. Criar oportunidades para que os alunos tenham acesso a diferentes tipos de texto e, assim, possam tornar-se sujeitos autónomos na construção de uma cultura literária.

Constituir corpora textuais tendo em conta vários critérios:

e)     Representatividade e qualidade dos textos;

f)       Integridade das obras;

g)     Diversidade textual;

h)     Progressão.

Seleccionar e organizar um corpus textual para leitura integral, adequado a cada contexto de trabalho, tendo em atenção as leituras efectuadas em anos anteriores.

Proporcionar aos alunos experiências em que possam produzir diferentes tipos de texto (narrativos, descritivos, argumentativos…)

6.

Realização de actividades de carácter oficinal;

Explicitação de saberes a partir de actividades de uso instrumental e de reflexão sobre a língua e os textos;

Sistematização de noções e conceitos adquiridos;

Mobilização das categorias de conhecimento explícito para resolver problemas de uso, aperfeiçoar desempenhos, explicar padrões e critérios de actuação;

Participação na construção de utensílios para sistematizar e registar informação.

 

 

7.

Compreensão Oral

1º e 2º anos

Utilizar técnicas simples para registar, tratar e reter a informação:

- identificar palavra-chave;

- organizar a informação;

- procurar informação complementar com ajuda do professor.

 

3º e 4º anos

Utilizar técnicas simples para registar, tratar e reter a informação:

- identificar ideias-chave;

- hierarquizar a informação;

- tomar notas;

- preencher grelhas de registo;

- esquematizar;

- articular a informação retida com conhecimentos prévios;

- procurar informação complementar.

 

2º Ciclo

Utilizar procedimentos para reter e alargar a informação recebida:

- registar tópicos, tomar notas;

- preencher grelhas de registo;

- pedir informações e explicações complementares;

- registar relações de forma e de sentido com outros textos ouvidos, lidos ou vistos;

- esquematizar relações.

 

3º Ciclo

Utilizar procedimentos para clarificar, registar, tratar e reter a informação, em função de necessidades de comunicação específicas:

- identificar ideias-chave; tomar notas;

- solicitar informação complementar;

- elaborar e utilizar grelhas de registo;

- esquematizar.

 

 

 

Trabalho realizado por:

Ana Melo

Filomena Vaz

José Batista

Madalena San-Bento

publicado por filomenavaz às 15:55

Junho 29 2010

 Balanço pessoal da participação nos fóruns

 

Após a primeira sessão presencial foi aberto um espaço de discussão e partilha de ideias, on-line, através da plataforma Moodle. Foram também lançadas algumas questões sobre assuntos que os formadores gostariam de ver discutidos

Do primeiro módulo, surgiu uma proposta para referir algumas das potencialidades do Novo Programa de Português, onde participei dando a minha opinião.

 Surgiram também algumas questões/temas sugeridos por variados formandos, bastante interessantes, embora eu nem sempre tenha contribuído com a minha opinião, apesar de ter reflectido sobre eles.

No segundo módulo não consegui ser muito participativa, menciono agora uma impressão pessoal: leio com interesse as intervenções de todos, na verdade dou-me conta que muitas opiniões aí registadas vão ao encontro daquilo que penso e, por vezes julgo que a minha opinião deixará de ter pertinência, pela repetição de ideias. 

Não tenho tido muitas dúvidas sobre a formação de um modo geral, no entanto tenho tido alguma dificuldade relativamente ao e-portefólio, que espero resolver em breve. Penso que estou a tempo, uma vez que foi dito que deveria estar totalmente pronto no final desta formação, tenho esperança de resolver a situação mais cedo.

No que diz respeito ao acompanhamento nas escolas, através das replicações, respondi às questões postas on-line e, acrescento que o trabalho desenvolvido na minha escola decorreu dentro da normalidade, tendo havido cinco sessões de replicação: a primeira sobre a apresentação do Novo Programa, a segunda sobre as competências específicas (CEL, Escrita e Compreensão do Oral e Expressão Oral) e sobre o conceito de anualização, a terceira sobre a competência da Leitura, a quarta sobre anualização e sequências didácticas, esta sessão foi essencialmente prática e por fim a quinta sessão sobre a competência da escrita e sequências didácticas. Todo o trabalho relacionado com as replicações, a preparação dos materiais para as sessões, e apresentação, foi feito em grupo, sendo este composto por duas docentes do 1º Ciclo (Filomena Vaz e Ana Melo) e uma docente do 2º Ciclo (Madalena San-Bento).  

Nos últimos meses de formação não se verificou uma grande participação nos fóruns de um modo geral, logo também a minha participação não foi muito activa.

Em resumo, é sempre tempo de reflectir, de repensar as nossas acções, nos fóruns verifica-se o interesse em esclarecer, em debater, em procurar esclarecer dúvidas, em trocar impressões. É um espaço de leitura interessante, onde se nota que a partilha entre colegas é uma prática em uso e que deve ser preservada e incrementada. Um óptimo recurso a aproveitar, um espaço que deveria existir em todas as escolas. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por filomenavaz às 18:25

Junho 29 2010

Reflexão sobre o quarto módulo da Formação

27 e 28 de Maio de 2010

 

Nestes dois dias de formação, quarto módulo, revisitaram-se dois assuntos que já tinham sido abordados noutras sessões presenciais: a competência da escrita e as sequências didácticas. Pretendeu-se neste módulo aprofundar algumas ideias relativas à competência da escrita e também esclarecer e analisar mais atentamente algumas dúvidas que surgiram sobre sequências didácticas.

No primeiro dia analisaram-se alguns pressupostos transmitidos no Guião de Implementação do Programa (GIP), relativo à escrita. A abordagem tradicional desta competência defendia que a escrita era uma competência estilístico – literária, onde o aluno escrevia por intuição ou dom, escrevia por transferência automática da leitura e pelo estudo formal da gramática, quanto ao papel do professor, restava-lhe apenas supervisionar de longe um processo de apropriação mecânica, o aluno devia descobrir os elementos de coesão sozinho. Actualmente outros princípios são defendidos, ou seja, para comunicar por escrito, cada criança tem que aprender, primeiro, a transformar o seu discurso interior, esta aprendizagem é longa e por vezes complexa. O professor nunca pode esquecer os pré - requisitos que os alunos já possuem, todos eles já sabem qualquer coisa, não são uma folha em branco e, é a partir destes conhecimentos já adquiridos pelos alunos que estes irão construir outras aprendizagens. A competência de escrita vai sendo adquirida gradualmente e irá ser aperfeiçoada ao longo de toda a vida.

Segundo o escritor António Lobo Antunes, numa entrevista apresentada nesta sessão, referiu que “O problema não é escrever mas corrigir; sentimos as coisas com muita intensidade e às vezes fica uma grande diferença entre aquilo que se sentiu ou que se quis fazer sentir e o que ficou lá escrito.” Também para os nossos alunos corrigir é uma dificuldade. Os alunos revelam muitas dificuldades em corrigir o que escreveram e, nem sempre conseguem exprimir por escrito o que verdadeiramente queriam transmitir. Por isso, às vezes os seus escritos são confusos para o professor, no entanto têm sentido para o aluno, ele só necessita de alguma orientação e treino para ir superando gradualmente estas dificuldades. Corrigir sem tentar compreender o que o aluno realmente queria dizer não é o mais correcto, pois por vezes acabamos por deturpar a verdadeira mensagem que o aluno queria transmitir ou anulamos por completo a criatividade e motivação do aluno para escrever. Não quer isto dizer que não se corrijam os escritos dos alunos, não se deve é fazê-lo de forma abusiva tentando impor a nossa sabedoria. O aluno deve ser levado a reflectir sobre o que escreve, tentar descobrir outras formas de escrever as suas ideias, ouvir os seus escritos e os dos seus colegas e criticar de forma construtiva uns e outros. Um aluno compreenderá e aceitará melhor uma crítica ou correcção de um colega do que a do professor. Há que abandonar o hábito de riscar os textos dos alunos, rasurando-os e substituindo por outras as suas expressões, sem levar em conta o contexto em que elas foram escritas, o professor deverá acompanhar os alunos durante o processo de escrita e não deverá apenas corrigir o resultado. Desta forma, o aluno sente-se acompanhado no acto de escrita e não se irá sentir angustiado quando não souber o que escrever ou como dizer determinada coisa, pois terá ali alguém que o irá auxiliar durante todo o processo. Por vezes os alunos revelam uma grande dificuldade ao nível da escrita mas revelam uma grande capacidade criativa, este facto poderá ser frustrante para o aluno.

O aluno terá que perceber que toda a produção literária pode ser melhorada, os seus textos e também os dos grandes escritores, podem e devem ser revistos, melhorados, corrigidos. Ouvir, discutir, comentar e explicar pontos de vista é enriquecedor para o aluno, pois põe em funcionamento competências e leva o aluno a compreender os escritos e a aproximar, eventualmente, o que escreveu àquilo que realmente pretendia escrever.

O G.I.P. de escrita mostra algumas recomendações a ter em conta quando se trabalha esta competência, nomeadamente: criar contextos significativos; a necessidade de preparação da produção escrita e um trabalho sistemático de revisão; desenvolver a correcção ortográfica apoiando-se na criatividade dos alunos, pois incentivando a criatividade nos alunos leva-os a gostar de escrever e a partir daqui estarão mais receptivos a correcções; o professor deverá mostrar ou pedir sugestões, dar alternativas e não corrigir simplesmente; o professor também deverá fornecer alguns modelos de escrita, como materiais de apoio, os alunos precisam de observar enunciados correctos; ao desenvolver a competência de escrita correctamente também se irão desenvolver outras competências do português.   

O processo de escrita deverá contemplar vários aspectos: o aluno começará por planificar, seguindo qualquer modelo de guião ou de discussão prévia, e haverá o cuidado de lhe explicar em que consiste uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão; podem ser dadas fichas sobre como caracterizar personagens, fazer descrições; o aluno não deve perder a vontade de escrever ao longo da construção do texto, enredado no cumprimento de normas e na obediência a regras; qualquer tipo de texto escrito serve para ser lido e deverá ser lido; o professor trabalha o texto por partes, sem ter a preocupação de ensinar tudo de uma só vez – por exemplo, a escrita colectiva de uma introdução apenas, ou do desenvolvimento, ou ainda do desfecho; o professor fornece aos alunos, ao longo do processo, material de apoio, como listas de conectores discursivos, famílias de palavras, expressões que caracterizam e expressões de outra tipologia; antes da produção, deverá dialogar com os alunos, no sentido de alimentar o imaginário; por fim os alunos deverão escrever sobre os seus escritos, exprimir as suas opiniões sobre aquilo que escreveram, levá-los a reflectir sobre o que escreveram.

Nas escolas por onde tenho leccionado, nota-se já uma preocupação em publicar os textos dos alunos, seja nos jornais de parede, em Newsletter, na revista ou jornal da escola. Os alunos sentem-se orgulhosos e motivados para escrever novos textos.

Num segundo momento deste módulo abordou-se a planificação em sequência didáctica. Quando certas práticas docentes estão já interiorizadas pode gerar-se alguma resistência ou insegurança face a novas práticas e novos conceitos. Foi o que aconteceu com esta nova forma de planificação. É verdade que num primeiro momento não é fácil perceber esta nova forma de planificar, tanto mais que no primeiro ciclo o professor planifica diversas áreas do saber e a sequência didáctica não facilita o trabalho destes professores. Lidar com programas diferentes que utilizam diferentes terminologias dificulta a elaboração de uma planificação articulada, num ciclo onde a interdisciplinaridade é um imperativo. Contudo, os pressupostos inerentes a uma sequência didáctica são interessantes e merecem uma reflexão mais cuidada.

            Foi-nos apresentada uma definição de sequência didáctica que passo a citar, “um conjunto de actividades de ensino e aprendizagem, organizadas a partir da situação actual/ pré requisitos (conhecimentos prévios) de tipo declarativo e procedimental”, desta definição parte-se do princípio que qualquer sequência didáctica deverá partir de uma análise feita aos conhecimentos que os alunos possuem, verificar o estádio de desenvolvimento em que se encontram aqueles alunos. A partir deste diagnóstico vamos ter o ponto de partida para elaborar a sequência didáctica. O planeamento de uma sequência didáctica deve ser feito por etapas, estas etapas serão actividades de ensino que conduzirão, gradualmente, o aluno a um estádio de desenvolvimento pretendido. Uma etapa é uma ou um conjunto de actividades sobre um ou mais descritores de desempenho, é um conjunto de conhecimentos consolidados que irão ajudar nas aprendizagens propostas nas etapas seguintes. A sequência deverá proporcionar experiências de aprendizagem que levem ao desenvolvimento de competências, as sequências produzidas devem ser monitorizadas através de uma avaliação por descritores de desempenho que explicitam o desempenho dos alunos, deverá ser feita uma avaliação processual, sistematização por etapas, formativa e, uma avaliação sumativa que será uma sistematização por sequência.

            Tanto a competência foco como as competências associadas são competências de processo e, devem ser seleccionadas em função dos resultados esperados num determinado momento em relação a uma ou mais competências. Estamos assim em presença de um ensino explícito e intencional. A competência foco corresponde à forma privilegiada numa sequência, as competências associadas devem auxiliar de forma articulada o desenvolvimento da competência privilegiada.

            O novo programa apenas dá, como pontos de referência, os perfis finais de cada ciclo e por isso, não é possível construir sequências sem primeiro se proceder à anualização. A margem de gestão que este programa permite, dá aos professores a oportunidade de fazerem uma escolha pensada e mais centrada nos alunos. Uma sequência didáctica deverá levar o aluno a aprender, ou seja, a dominar níveis crescentes de complexidade.

            Quando se planifica uma sequência didáctica deve-se ter em conta que as cinco competências do programa deverão surgir ao longo do ano, na mesma percentagem, estas deverão ser trabalhadas equitativamente ao longo do ano.

            Com o novo programa pretende-se desenvolver as competências nos alunos e, qualquer conteúdo das disciplinas deve ser mobilizado para se colocar ao serviço das competências. Uma sequência didáctica bem estruturada deve prever certos aspectos, nomeadamente: promover o desenvolvimento integrado das diversas competências; criar contextos significativos capazes de desencadear e regular as aprendizagens; permitir uma avaliação centrada nos desempenhos dos alunos; mobilizar recursos diversificados e divulgar os produtos dos trabalhos realizados pelos alunos.

            Depois da reflexão conjunta na sessão presencial sobre sequências didácticas, foi-nos proposto analisar e criticar, a partir de um guião, uma sequência didáctica construída propositadamente e reformular uma sequência produzida em grupo no módulo anterior. Este trabalho prático ajudou-nos a reflectir sobre como elaborar uma sequência e quais os erros a evitar, no entanto, será na nossa prática lectiva com alunos concretos que iremos experimentar esta nova forma de planificar e, será então o momento de encontrar estratégias adequadas a cada contexto. A troca de experiências entre docentes será então mais útil e desejável e seria pertinente a criação de sítios onde essas trocas pudessem ocorrer.

 

 

publicado por filomenavaz às 11:57

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